quinta-feira, 24 de maio de 2012

ARTE - brasilidade e germanidade - 008



Algumas INTERAÇÕES de TENDÊNCIAS ARTÍSTICAS GERMÂNICAS e BRASILEIRAS nas CICUNSTÂNCIAS da CULTURA da ERA INDUSTRIAL.

“Canto o hino da pátria que permite ganhar o pão para os meus filhos”

José SIMON professor rural de uma comunidade germânica ao longo do Estado Novo


SOGIPA: FRIEDERICH  por Andrés Arjona Guillén ou André Arjonas 1885-1970
Fig, 01 Jacob Aloys FRIEDERICH (1868-1950) defendia que “os teuto-brasileiros não eram alemães no exterior, mas brasileiros de sangue alemão. Não admitindo, portanto, que sua demonstração de fidelidade ao caráter e etnicidade alemães seja confundida com lealdade ao nacional-socialismo”.

Seria ingenuidade, ou má índole, buscar e destacar apenas nomes individuais de artistas, sem perceber, ou evidenciar, as circunstâncias na quais se desenvolveram as suas obras.
O período das duas Guerras Mundiais, e o interregno entre elas, assistiu o triunfo da Era Industrial e onde a Arte foi compelida a dar forma à indústria cultural. A obra do artista mergulhado numa das ideologias, nacionalidades, políticas e estéticas em aberto conflito e contraponto com correntes adversas deste período sofria pesado silêncio, ofensas pessoais e patrulhamentos de toda ordem.



in Nogueira 2005
Fig. 02 –  Cartaz OLHOS AZUES elaborado na oficina Litográfica de Miguel WEINGÄTNER (1869-1928). Esta peça publicitária é um índice da indústria cultural que estava se instalando de Porto Alegre. A conjugação da Musica e as Artes Visuais e a indústria gráfica faz adivinhar o público consumidor de uma época anterior ao Rádio e outros recursos eletrônicos.
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A característica KUNSTWOLLEN germânica pouca atentava para a inteligência dos outros e impunha o direito de sua reprodução, por todos os meios. Diante disto o apelo para a tecnologia, a agressiva busca de território vital e no final os dois conflitos bélicos em dimensões planetárias.


Fig. 03 –  O Atelier de Hans VEIT   (1898-1985), era formado em escola técnica germânica em vidro e em cerâmica. Exerceu esta atividade em Porto Alegre e na forma empresarial e numa linha de montagem de vitrais e de azulejos. Na última etapa criou a Escola UABOI na qual tentava repassar os seus conhecimentos.


As vanguardas europeias encontram,  na estética, desenvolvida em solo germânico, expressões de primeira magnitude. Só para citar o expressionismo, o dadaísmo, o surrealismo e a Bauhaus aglutinaram vontades de aristas que a materializaram projetos em obras fundamentais da modernidade clássica. Tudo isto foi questionado com poder e força ideológica, política e econômica com ARTE DEGENERADA em 1937.

in TUBINO 2007 p.107
Fig. 04 – Uma das plantas industriais de A.J. RENNER , uma das tantas experiências que a iniciativa empreendedora germânica desenvolve desde o início de sua imigração ao Brasil. Em Porto Alegre firmas como a  Wallig, Gerdau, Bins, Staigleder e tantas outras, completaram o seu ciclo econômico com o final da era industrial e o seu capital migrou para serviços, comércio ou bancário. A reciclagem destes espaços urbanos está abrindo espaço para o lazer, turismo e trocas simbólicas.

Neste mesmo ano o Brasil entrava no regime do Estado Novo e alguns anos após opunha-se, pelas armas, ao regime nazifascista. Os descentes dos imigrantes alemães foram catalogados sumariamente como “quinta colunas”. Não importava o trabalho, o patrimônio e a cultura.
Na primeira metade do século XX é possível falar de uma verdadeira hegemonia de artistas germânicos e descendentes no Rio Grande do Sul. Evidente que este não era o seu projeto e muito menos trabalharam para constituir algo separado e autônomo. Toda comparação é odiosa e suscita sentimentos contraditórios de ódio e de amor.

Fig. 05 –  Justina KERNER Pohlmann (1846-1941) pintou em 1901o  retrato de Peter HERMES (1844-1917) um dos lideres de diversas comunidades germânicas do interior do Rio Grande do Sul.

O legado da obra de Pedro Weingärtner formou um dos diversos acervos de arte produzida por descendentes ou artistas germânicos no Rio Grande do Sul. Porém milhares de documentos escritos e obras de arte foram sepultados no campo da amnésia e devido ao medo diante da cultura adotado pelo Estado Novo brasileiro. Este iniciava a sua razia e pela destruição, pura e simples, inclusive de tudo que lembrasse identidade de um estado brasileiro. Assim foram proibidos os hinos estaduais e as sua bandeiras queimadas em praça publica no dia 19 de novembro de 1937. Então a evocação de qualquer traço de cultura estrangeira era mais do que suspeito.

Fig. 06 – Diversos desenhos de Justina KERNER Pohlmann (1846-1941) - que o acervo da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo do IA-UFRSG conserva – mostram recortes, como este aqui. Uma das hipóteses é a severa patrulha ideológica desenvolvida pelo Estado Novo Brasileiro desenvolveu contra todos os documentos escritos na língua alemã.
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 O cronista ou historiador que desejara vencer esta barreira nacionalista dificilmente irá encontrar algum documento, obra ou mesmo pessoa. Assim passaram pelo estado personagens como Justina  Kerner, Mira Schendel ou Elizabeth Rosenfeld das quais é difícil localizar obras ou precisar documentos confiáveis. Na obra de Justina Kerner POHLMANN (1846-1941) foram recortadas as anotações em alemão que constavam nos seus desenhos.


Fig. 07 – Um desenho mural exterior de Ferdinad SCHLATTER mostra o domínio técnico do artista e a consequente preservação, em ambiente externo, desta obra. Ela está situada na SOGIPA na parede externa da Casa dos Bávaros. Esta parte dos murais foi pintada no mês do Centenário da celebração do Centenário da Imigração Alemã ao Brasil.
As pinturas de Ferdinand Schlatter da Biblioteca Pública de Porto Alegre foram recobertos com a desculpa de poderiam distrair os leitores e serem pinturas acadêmicas sem valor.


Fig. 08 –  A sede da Sociedade GERMÂNIA Rua Dr. Flores – Porto Alegre depredada ao longo da Iª Guerra Mundial quando foram atacadas e destruídas várias empresas dos descentes de alemães.

Contudo dois artistas já com a sua formação profissional definida e que emigraram da Alemanha logo após a 1ª Guerra mundial não se deixaram enredar neste patrulhamento ideológico de baixa estirpe e numa xenofobia e resistência a tudo o que é novo e diferente.
Trata-se do arquiteto e artista plástico, Joseph Seraph LUTZENBERGER (1882- 1951) e do artista gráfico Ernest ZEUNER (1895-1967)
 Em ambos interessam, neste momento, a sua competência em Artes Visuais. Lutzenberger, vivendo profissionalmente da Arquitetura, mantinha uma produção autônoma e paralela de aquarelas, desenhos e pinturas.


Veja mais em http://zoonzum.blogspot.com.br/2011/01/porto-alegre-um-cotidiano-joseph.html
Fig. 09 – O bávaro Joseph Seraph LUTZENBERGER (1882- 1951) foi um observador dos costumes do povo de Porto Alegre e registrou algumas destas manifestações em desenhos com ironia e ao mesmo tempo  carregada de uma profunda simpatia pelas expressões espontâneas efêmeras do Einfulung tropical em contraste acentuado e ressaltado pela típica Abstrakion do povo germânico.

 O tema destas obras são as de um estrangeiro encantado como diferente de sua terra de adoção. Neles descobriu e descreveu graficamente os costumes gaúchos e técnicas em vias de extinção no próprio Rio Grande do Sul. Palmilhou as poeirentas estradas da época em todas as direções para atender os seus clientes de Arquitetura e trazendo, deste interior, observações visuais. Não deixou discípulos diretos, apesar do respeito e admiração continuada em relação a produção artística.


Fig. 10 –  Uma das imagens antológicas de Ernest ZEUNER (1895-1967) para a Revista de Ensino da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul no momento que uma das diretoras, desta Revista, era Madalena Lutzenberger – filha do Joseph Lutzenberger e irmã do ecologista José Lutzenberger

Já Ernest ZEUNER vivia rodeado de colaboradores e seguidores que se acotovelavam com ele nas oficinas gráficas da Editora Globo. Não impunha o seu modo de sentir a arte e ver o mundo. Um dos seus companheiros que foi o taciturno João Fahrion(1898-1970). Este aprofundou as questões gráficas e foi mais longe no mundo da Arte ao qual transferiu o que não proclamava no seu discurso falado.



Fig. 11 –  Autorretrato do taciturno João FAHRION foi acentuado pelos seus traços expressionistas e que compensavam o quase mutismo social (Abstrakion) amplamente compensada pelo verve do seu traço e pelo projeto mental que orienta esta obra.


João levou seu acervo de conhecimentos e práticas ao Curso de Artes Plásticas do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul. Contudo, também como seu mestre, não impunha nem sugeria a si como modelo. O seu estudante aproveitava este ambiente de liberdade e de camaradagem para solicitar orientações em relação a um problema específico. Manteve a sua autonomia e exerceu a mais fina observação e ironia em relação os seus colegas e superiores da academia


Fig. 12 – Os colegas de  João FAHRION  do Curso de Artes plásticas do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul que não foram poupados pelo mestre do desenho da ilustrações dos livro da Editora Globo, das revistas Madrugada e depois nas magistrais capas da Revista do Globo
. [Da esquerda para a direita na imagem – FAHRION, CASTAÑEDA, TASSO CORREA, FERNANDO CORONA, ANGELO GUIDO LUTZENBERGER, MARISTANI TRIAS e ERNANI CORRÊA]

Edgar KOETZ, (1913 -1969) aprofundou as questões gráficas e as transferiu ao mudo da Arte as palpitações e contradições  da era industrial e do meio urbano. Auto internado no Hospital Psiquiátrico São Pedro refez, em Porto Alegre, o caminho de Van Gogh. 


Fig. 13 – O gênio atormentado de Edgar KOETZ encontrou expressão artística, tanto na sua pintura como no desenho autônomo e para a indústria gráfica de revistas, jornais e livros.


O pintor e artista gráfico Gastão HOFSTETTER ( 1917 -1986) viveu, num bairro operário, o apogeu da era industrial em Porto Alegre e depois sua  lenta entropia. A sua obra está repleta de referências a ambientes carregados de nostalgia de um passado recente, mas que está sendo carregado inexoravelmente pelo tempo da era do artesanato e de objetos da era industrial.

Fig. 14 –  Gastão HOFSTETTER  

Um entre tantos artesões profissionais, Hans VEIT (1898-1985), demonstrava as referências em escola técnica (Werkbund) germânica em vidro e em cerâmica. Exerceu esta atividade em Porto Alegre, na forma empresarial e numa linha de montagem de vitrais e de azulejos.
No conjunto das obras dos artistas de ascendência germânica, atuando nas circunstâncias brasileiras, percebe-se a fidelidade ao pragmatismo germânico onde confluem técnica, domínio, utilidade e profissionalismo. Nas obras dos artistas, da presente postagem, percebem-se também as circunstâncias na quais se desenvolveram as suas obras. Nelas se evidenciou o triunfo da Era Industrial na qual a Arte foi compelida a fluir em direção da indústria cultural. Estas obras também pertencem ao passado devido ao  arrefecimento da era industrial e o surgimento da era numérica digital.  


Fig. 15 –  Hans VEiT  elaborou e forneceu, na década de 1950, as identificações visuais e os escudos oficiais para o prédios da URGS na administração do reitor Eliseu Paglioli. Os trabalhos em azulejos eram a especialidade deste técnico em cerâmica e vidro formado em escola profissional desta especialidade na Alemanha. Han Veit foi um dos consultores permanente na implantação das fábricas de azulejos de Criciúma - SC
Neste passado recente, as obras e as mentalidades, vistas nesta postagem, demonstram a continuidade da fidelidade ao caráter da origem germânica da parte do imigrado alemão e seus descendentes. Ao mesmo tempo, estes descendentes da imigração alemã, romperam, com a sua origem, qualquer vinculo político, administrativo ou ideológico. De um lado a própria administração germânica faz cessar os direitos daquele que toma a decisão de imigrar do seu território. O Brasil e a Alemanha tiveram, e continuam a cultivar distintas evoluções administrativas e políticas. A Alemanha busca formar, e se integrar no bloco europeu, onde se encontram as suas remotas raízes culturais. Enquanto isto o Brasil busca externamente, interagir planetariamente com todos os povos, etnias e culturas e constituir raízes novas. Internamente, a brasilidade possui o projeto de criar uma identidade - nova e própria - com todas as culturas e etnias, que migraram para o seu território, provenientes de todos os recantos planetários.
As distinções entre a cultura brasileira e alemã, sendo percebidas no paradigma da típica mentalidade germânica, abrem diferenças abismais.  A formação do bloco europeu gera um WELTGEIST na Alemanha que colide com a busca brasileira de sua integração nos emergentes (bics). Estas duas maneiras de perceber o mundo abrem oportunidade completamente distintas. No que tange ao ZEITGEIST, as distinções entre uma cultura e uma língua consolidada - ao longo de dois milênios – frente a uma cultura cujo processo de formação  demandam tempos e ritmos completamente distinto da germanidade consolidada. Quanto ao VOLSKSGEIST a insistência germânica de um tipo humano padrão característico contrasta com uma variedade humana brasileira em plena formação. Porém nenhum dos dois lados aceita um ecletismo ou um meio termo, entre estes dois polos tão distintos. Isto é impossível, de um lado, para a característica KUNSTWOLLEN (Abstraktion) germânica e do outro lado para o JEITINHO (Einfuelung) brasileiro, impaciente com longos discursos teóricos.
 O que é belo e surpreendente - nestes dois caminhos distintos - é que cada qual é competente para interagir com as circunstâncias dos seus dois projetos propostos e continuara a mostrar resultados em obras de arte concretas e coerentes com as suas escolhas.

FONTES
Jacob Aloys FRIEDRICHS
DOBERSTEIN, Arnoldo Walter. Porto Alegre 1900-1920: estatuária e ideologia.
        Porto Alegre : Secretaria Municipal de Cultura, 1992, 102 p. il.
___Porto Alegre(1898-1920): estatuária fachadista e  monumental, ideologia e sociedade. Porto Alegre : PUC-IFCH, 1988, Dissert 208 f..
__Rio Grande do Sul (1920-1940): estatuária, catolicismo e gauchismo. Porto Alegre : PUC-Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, 1999, Tese 377 f. 

NOGUEIRA, Isabel Porto- El pianismo em la ciudad de Pelotas (RS Brasil) Conservatório de Música 1918 a 1968 una lectura histórica, musicológica y antropológica Madrid : Universidade Autónoma de Madrid - tese 2.000 317 f. il
----------------História iconográfica do Conservatório de Pelotas. Porto Alegre: Palotti, 2005, 283 p. il

PARA  os CONCEITOS de Zeitgeist, Weltgeist, e Volksgeist na Arte, veja
PARA  os CONCEITOS de ABSTRAKTION, e EINFUELUNG na Arte, veja


BLUMENAU e a HERANÇA GERMÂNICA em SANTA CATARINA

JUSTINA KERNER POHLMANN

HILDA GOLTZ

Elizabeth ROSENFELD

Joseph Seraph LUTZENBERGER

Ernesto SCHEFFEL cidadão de Novo Hamburgo
 em Estrela

OBRAS de HANS VEIT em
MOREIRA  Altamir A Morte e o Além: iconografia da pintura mural religiosa da região central do Rio Grande do Sul (século XX) Porto Alegre, IA UFRGS 2005
Disponível em : http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/7181  in Anexos

QUEIMA das BANDEIRAS ESTADUAIS pelo ESTADO NOVO

Este material possui  uso restrito ao apoio do processo continuado de ensino-aprendizagem
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1º  blog :


terça-feira, 1 de maio de 2012

ARTE - brasilidade e germanidade - 007





OLHARES da GERMANIDADE ao LONGO do
1º SÉCULO da sua GRANDE IMIGRAÇÂO ao BRASIL.

“Canto o hino da pátria que permite ganhar o pão para os meus filhos”
José SIMON professor rural de uma comunidade germânica ao longo do Estado Novo.


Fig. 01 –  Detalhe do monumento ao  “Centenário da Imigração alemã no Rio Grande do Sul 1824-1924” de São Leopoldo - Medalhão com o retrato do Dr. João Daniel  HILLEBRAND (1800-1880)
As seis postagens anteriores foram necessárias, não só para perceber o imenso universo civilizatório desenvolvido pela germanidade, mas para não limitar ao aqui e ao agora o universo que queremos expor aqui. Não se questiona o abandono e o patrulhamento, de toda ordem, que esta etnia sofreu no solo brasileiro. Patrulhamentos, descriminações  e incompreensões que mais prejudicaram toda a nação brasileira, do que ajudaram para algo criativo e original. Todos sabem que as desconfianças, as vigilâncias descabidas e as indiferenças são universais em todos os Estados em relação aquelas que não se enquadram num centralismo e numa identidade única imaginada. 


Fig. 02 –  Mapa das viagens 1821 de Augustin François Cesar Provençal de Saint Hilaire (1779-1853) pela  “Província do Rio Grande do Sul e Cisplatina”  – O “Weltgeist” inaugural da época romântica necessitava conferir o exótico, o novo e o diferente daquele que o mundo clássico do Iluminismo já conhecia.. Este mundo clássico tendia aos modelos únicos da Idade da Razão, o conhecido do mundo greco-romano e do paradigma único. Certamente a nova era industrial tinha esta necessidade deste paradigma único, tanto na entrada dos insumos, na sua transformação e na circulação unívoca e linear comercial. No entanto a obsolescência rápida,  deste processo da linha de montagem,  exigia o exótico, o novo e o diferente.

Todos os paradigmas são íntegros e são integrais. No contraditório de paradigmas redutores, fixos e únicos também existem aqueles nos quais a integridade e a integralidade se desenvolveu na amplidão, na mudança e múltiplos possíveis numa civilização mais humana e coerente. As artes sempre floresceram nestes paradigmas abundantemente regados pelos comércios simbólicos entre múltiplas etnias. No presente existem estes estados que buscam e sustentam este comércio simbólico e material entre múltiplas etnias.


in TOBINO -2007- p 19
Fig. 03 –  O Porto de Rio Grande estava aberto desde 1808, inclusive para a navegação a vapor como Arsène Isabelle previra em 1834.  Contudo para o alemão Rudolf Herrmann Wendroth a primeira capital da Província do Rio Grande do Sul apresentava muito do exótico, do novo e do inesperado das riquezas que fluíam da charqueadas próximas e que neste ponto ganhavam o mundo.
Estes estados incluem múltiplas etnias, no interior de suas fronteiras, sem exercerem patrulhamentos, descriminações e incompreensões. O patrimônio simbólico e material da germanidade - incluído adequadamente na brasilidade - constitui mais uma ajuda para esta abertura. Por maiores que sejam as barreiras e árduos sacrifícios para superar patrulhamentos, descriminações e incompreensões os resultados são infinitamente maiores do que as eventuais perdas e trabalhos.


Fig. 04 – O registro gráfico do alemão Rudolf Herrmann Wendroth da Porto Alegre da metade do século XIX, do Guaíba e das suas margens, tornou-se clássico e incontornável para quem estuda a maior cidade fundada por açorianos. A vista da Santa Casa em direção à praça do Portão, deixa transparecer ainda uma parte do muro que cercava a capital, a Rua da Igreja e as chácaras fora da âmbito urbano. Mesmo fazendo do Desenho e da aquarela um tempo próprio,  no meio dos seus compromissos militares, Wendroth põe-se como artista atento para acumular, arquivar e a refletir. Como nórdico objetivo ele se dispõe  a se fazer reflexivo para guardar e elaborar mentalmente o que o seu olhar germânico percebe na Natureza. De outra parte usufrui um nome próprio e autônomo das convenções religiosas, oficiais e de uma estética canônica linear e unívoca. Evidente não foi pioneiro ou original nisto. Mas perfila-se numa tradição na qual a   “Abstraktion” contrasta com o “Einfuelung” que dominou a arte colonial brasileira e ibérica e para a qual a paisagem tinha pouco sentido ou importância em si mesma.
  
 Apenas cabe a ressalva de que são construções humanas e resultantes de projetos e de um amplo trabalho mental e físico.


Fig. 05–  Esta litografia da paisagem de HAMBURGO-VELHO foi elaborada por Oscar CONSTATT  , no ano de 1855 no qual Manuel Araújo Porto-alegre perguntava na AIBA: “- Convirá mais auxiliar a litografia já plantada entre nós e com uma vida independente ou pedir ao Governo Imperial uma escola de Gravura a talho doce? - A litografia no seu estado atual só peca pelo desenho e a gravura está ainda na infância, mormente a gravura histórica?” Certamente esta imagem ainda está a serviço da ilustração gráfica e concorrente com a fotografia emergente. No entanto é uma preciosa imagem única de uma época para esta comunidade, índice de uma mentalidade, e de uma técnica

A partir desta sétima postagem restringimos o olhar – antes disperso na cultura européia e brasileira – agora voltado para um Zeitgeist materializado por uma linha do tempo diretamente associada à grande imigração iniciada  em 1824. 


Correio do Povo de  31.03.2012
Fig. 06 –  AGRICULTORES na FLORESTA numa cena comum e necessária para a sua sobrevivência. Premidos pelas necessidades básicas, tanto no Velho como no Novo Mundo, restava-lhes a implantação de um modelo agrícola que já devastara a Europa. Ao contrário das florestas homogêneas dos seus países de origem  no Rio Grande do Sul encontraram florestas tropicais e que não interessavam para a pecuária extensiva desenvolvida, há séculos, nos pampas. Ao longo do século XX este modelo foi levado para a própria floresta Amazônica

Narrativa que tenta expressar o Weltgeist trazido por estes integrantes destas levas de imigrantes germânicos.
Busca-se se evidenciar o  Volksgeist desta população e as projeções culturais internas das suas identidades que produziu. Identidade desenvolvida nas circunstâncias sul-rio-grandenses e que projetou, recebendo retornos das demais etnias e culturas com os quais interagiu complementarmente nacional e internacionalmente.


Tarasantchi p.88
Fig. 07 – O tema tratado por Pedro WEINGÄRTNER (1853-1929), no quadro “Paisagem Derrubada”, do ano de 1898 (óleo 58 x98 cm APLUB ) transpõe para o mundo da arte a majestosa floresta tropical abatida e incinerada. Se “uma imagem está sempre no lugar de algo que não existe mais”, certamente esta cena “Paisagem Derrubada” era algo remoto para o olhar europeu do seu próprio passado e irreproduzível na prática de sua agricultura.

O pintor Pedro Weingärtner (1853-1929) pode ser visto como  um paradigma completo destas triplas dimensões. Atuante no Rio Grande do Sul, no Brasil e na Europa interagiu como cada uma destas identidades, gerando um Weltgeist novo, único e coerente com estas três identidades. Politicamente transitou entre os regimes imperiais e republicanos brasileiros demonstrando um Zeitgeist no qual manteve intacta, autônoma e altaneira a sua Arte. Fiel e coerente com as suas origens populares e culturais, interagiu construtivamente num Volksgeist coerente tanto com as elites sociais e populares do seu tempo. 


Tarasantchi p.119
Fig. 08 –  Pedro WEINGÄRTNER  registra na sua obra “Vida Nova” de  1893 (óleo 120x160 cm – Prefeitura de  Nova Veneza SC) que a “Derrubada” da floresta virgem era parte de um projeto e que condizia com o projeto brasileiro de ocupar o espaço físico do seu território nacional. Por mais áspera e cruel que podia ser a derrubada e queima, ele abria espaço para  uma leva humana qestabelecer núcleos rurais e urbanos e os primórdios de uma nova civilização-

Na medida em que este paradigma do Weltgeist, do  Volksgeist e do Zeitgeist, é  pessoal de Pedro Weingärtner também é irreproduzível.   A sua obra pode ser vista como demonstração de que por maiores as barreiras e árduos sacrifícios para superar patrulhamentos, descriminações e incompreensões os resultados são infinitamente maiores do que as eventuais perdas e trabalhos. No âmbito de seu povo e no seu tempo Weingärtner foi coerente na sua cultura particular e coletiva. Como tal ele é único, original e irreproduzível.


Fig. 09 – No ano do centenário da Imigração Alemã ao Rio Grande do Sul o artista bávaro Fernando SCHLATTER criou uma série de  murais externos que cobrem  a Casa dos Bávaros na Sociedade de Ginástica de Porto Alegre (SOGIPA). Nestes murais criou imagens dos hábitos e costumes germânicos cultivados ao longo deste século e que unem e são comuns e distinguem as duas culturas.

Isto não significa que esta cultura particular, os índices materiais deixados pelo seu povo e do seu tempo não possam ser revisitados, contemplados de perto e de longe. De outra parte - nestas visitas posteriores e externas - as atuais percepções oferecem contrastes suficientes para construir outra narrativa e distinta daqueles que viveram este tempo e conviveram com este artista.


Tarasantchi p.80
Fig. 10 –  Pedro WEINGÄRTNER trata no quadro “Fios emaranhados” do ano de 1892 (óleo 75.5x100 cm – RJ) das relações humanas, culturais e comerciais que se desenvolviam no âmbito  de uma “venda colonial” germânica. Ali reinava a pura tradição oral no qual o “caixeiro viajante” atualizava as informações relativas à diversas comunidades da mesma cultura dispersas no vasto território do interior. A nova geração, deitada de bruços, se iniciava na tradição visual e escrita trazida pelos mostruários, almanaques e outros impressos industriais.

Para a construção desta narrativa, nova e distinta, uma das primeiras tarefas é retirar os entulhos do tempo, dos mitos e provocados por interesses caducos que se depositaram sobre a memória do artista e da sua obra. Nesta tarefa preliminar ajudam os olhares lançados sobre as circunstâncias que acompanharam a origem, o desenvolvimento e a contemplação minuciosa das fortunas de crítica, de público e até de mercado de arte do artista.



Tarasantchi p.80
Fig. 11 –  Num detalhe do quadro de  Pedro WEINGÄRTNER 1853-1929 “Fios emaranhados” de 1892 (óleo 75.5x100 cm.) representa os interesses da nova geração que se iniciava na tradição visual e escrita trazida pelo caixeiro viajante na forma de mostruários, almanaques e outros impressos industriais. Esta figura certamente possui algo de auto-biográfico do próprio artista que trabalhou, na sua adolescência, em loja comercial de Porto Alegre. Atividade que lhe não era estranha e que deveria ter freqüentado na infância.

No caso particular de Weingärtner estes olhares podem recuar até às preocupações estéticas de Dr. João Daniel  HILLEBRAND (1800-1880) e registradas por Arsène Isabelle. Não temos notícias de interações estéticas entre o jovem Pedro, nascido em 1853  e o veterano Dr Daniel, falecido em 1880. Contudo poderia se especular nesta direção. 


- in TUBINO 2007 p.181bb
Fig. 12 –  Alvo de uma Sociedade de Atiradores e de um acervo de São Leopoldo. Se o tiro ao alvo era uma atividade lúdica e uma demonstração de habilidade também era uma preparação para eventuais usos de armas na defesa individual ou na formação militar. O índice material da destreza do atirador eram alvos que recebiam decorações estéticas, como desta imagem.

Sobre o registro escrito desta memória pairam as pesadas nuvens das duas guerras mundiais e mesmo aquelas que cresceram no século XIX contra documentos escritos no idioma alemão. Escritos que a cultura nacionalista brasileira colocou em suspeita generalizada e indiscriminada. Nuvens que obscureceram e apagaram a fala e a escrita alemã, deletando a memória oral e ao mesmo tempo a memória documental escrita.


Fig. 13 –  Como um dos integrantes dos 1.80 soldados alemães Rudolf Herrmann WENDROTH criou esta imagem de uma “coluna de soldados” numa aquarela do ano de 1851.

Estas nuvens ameaçaram e ocultaram o precioso acervo de época criado pelo soldado alemão Rudolf Hermann WENDROTH. Por um uma diligente e inteligente conjugação ganharam a fortuna de sua circulação um século após a sua elaboração. Mas do seu autor não se sabe muito mais que foi um dos 1800 soldados mercenários alemães que atuaram no Sul do Brasil, ao longo do regime imperial. Não se sabe do seu nascimento, formação e nem o ano do seu desaparecimento. Numa ação conjugada governamental do Estado do Rio Grande do Sul e iniciativa particular os desenhos aquarelados de Wendroth foram editados por uma empresa privada em 1982.  Ou seja, 130 anos após a sua criação. 



 in Tarasantchi p.122
Fig. 14- O pintor Pedro WEINGÄRTNER no quadro “Os Revolucionários” do ano de-1893 (48.5 x 74 cm RJ) registra uma experiência pessoal vivida no interior de Santa Catarina ao longo da “Revolução de 1893”. Vários autores sustentam que as artes não se desenvolveram devido a este constante clima de tensão, escaramuças e guerras declaradas entre as mais variadas facções e ideologias. Esta tese foi rebatida por Athos Damasceno (1971, p.449). No plano mundial um Francisco Goya  ou um Pablo Picasso, entre tantos artistas,  desmentem, com as suas obras, que as tensões bélicas paralisam e inibem o artistas a dizer a sua verdade.

Esta edição repetiu o que aconteceu com  obra de Thomas Ender cuja obra de sua meteórica passagem pelo Brasil foi redescoberta em Viena em 1950. Na Música as óperas de Araújo Vianna foram redescobertas por Ion Bressan na Rússia e re-editadas em 2005.


Fig. 15 –  O Mestre João - Johann GRUNEWALD (1832-1910) além de suas obras físicas trouxe um novo saber técnico e estético. As suas lições caíram em boa terra e em especial na comunidade germânica que mantinha uma ativa produção visual, escultórica e arquitetônica. O seu genro Jacob Aloys Friderichs mantinha contatos constantes com a sua terra de origem. Aqui não se limitou a estas atividades estéticas. Também as socializava na SOGIPA da qual foi presente durante duas décadas.
Do Mestre João  - ou Johann - GRÜNEWALDD (1832-1910) também não se sabe muito mais do que as poucas e preciosas linhas que Fernando Corona escreveu em relação aquele que deu forma às primeiras formas arquitetônicas do Neo-gótico no Sul Brasil e trazidas, por ele, das obras da catedral de Colônia. 



Fig. 16 –  A igreja matriz de São Leopoldo, de 1865,  é a primeira obra do Mestre João - Johann GRUNEWALD (1832-1910) e a primeira do Rio Grande do Sul na qual ensaia a tipologia neo-gótica do qual era mestre pela catedral de Colônia. Obra colocada no ponto do desembarque do primeiro grupo de Imigrantes do Rio Grande do Sul e ao lado de uma das mais ativas instituições de formação da intelectualidade sul-rio-grandense, dirigida pelos jesuítas e origem da Unisinos..

Ele era o sogro de Jacob Aloys Friderichs (1868 -1950). A tipologia neo-gótica propagou-se por todos os recantos do Rio Grande do Sul. Porém, em 1919, foi preterida na construção da catedral de Porto Alegre, a favor de algo próximo ao historicismo neo-renascentista.



in TOBINO -2007- p 119b
Fig. 17 – O artista e soldado Rudolf Herrmann WENDROTH registra, na obra “Praça da Matriz de Porto Alegre”, de 1852, além das manobras militares, os dois prédios que representam a indissolúvel junção, ao longo de quatro séculos, das forças religiosas e administrativas da Colônia do Brasil. O olhar do soldado  nórdico guarda e elaborar mental e registra graficamente o que o seu olhar germânico percebe na cena empírica. Este seu procedimento perfila-se numa tradição na qual a   “Abstraktion” contrasta com o “Einfuelung” que dominou a arte colonial brasileira e ibérica. Este olhar, dominado pelo “Einfuelung”  da arte colonial brasileira e ibérica, nunca havia nos fornecido uma imagem destes dois prédios juntos e das cenas que se desenvolveram no seu entorno, apesar de existirem há 80 anos.

Nas pesquisas documentais mais consistentes da pintura sacra, como na residencial ou mesmo aquela destinada aos impressos e produzida ente 1824 até 1924 apenas estamos engatinhando. Na pintura sacra é possível consultar a tese de  Altamir MOREIRA “A Morte e o Além” com os seus anexos, disponíveis no LUME da UFRGS.



Fig. 18 –  Pedro WEINGÄRTNER   “Missa na Campanha”  uma das primeiras providências das comunidades germânicas era erguer uma capelinha, em geral próxima da escola comunitária. Neste sentido seguiam o mesmo costume das fazendas açorianas que  possuíam uma capelinha e nas ocorriam diversas cerimônias religiosas. Novamente foi necessário um olhar germânico para registrar esta cena colorida, na qual os seus personagens investiam o melhor que possuíam e que repetiam sistematicamente nos dias festivos ao longo de vários séculos.

No entanto cabe aqui o alerta de que este autor evita rebaixar o significado do Volksgeist ao  repertório da cultura popular da idade mental de 12 anos. Certamente a era industrial, agora na  era digital,  foi obrigada a fazer concessões de qualidade e rebaixar as mídias para níveis elementares. 


In Correio do Povo do dia 16.06.2010
Fig. 19 –  Igreja Matriz (1865), Colégio Conceição e Seminário de SÃO LEOPOLDO - RS.  Este conjunto arquitetônico está colocado no ponto do desembarque do primeiro grupo da imigração massiva germânica  ao Rio Grande do Sul. Ao seu lado estende-se, por uma quadra urbana, uma das mais ativas instituições de formação da intelectualidade sul-rio-grandense, o antigo Colégio Conceição fundado em1869,  dirigido pelos jesuítas e a origem da Universidade Unisinos.

O fizeram forçados pela concorrência e na busca de índices numéricos expressivos e como argumentos monetaristas para atrair anunciantes de produtos de largo consumo.  Se assim fazem circular valores populares que não teriam outro veículo, na contramão este rebaixamento não pode significar favelas, campos de concentração ou um gulag cultural fixo, cercado e impositivo sem saídas para níveis mais elevados, livres e autônomos. 



- In TOBINO - 2007 p.108d
Fig. 20 –   Rótulo da CERVEJA BRAHMA - Porto Alegre   A fabricação da cerveja foi uma das primeiras indústrias a surgir na Colônia da São Leopoldo segundo Arsène Isabelle. Esta fabricação evoluía do artesanato familiar para o trabalho na produção na linha industrial. Esta atividade inscrevendo-se naquelas onde consta a tafona para a mandioca, o alambique para a cachaça, o moinho para os cereais e o forno à lenha para a padaria. Mas no conjunto concorriam para a monetarição nas trocas comerciais. Estas atividades pré-industriais estimulavam a produção de imagens, e a sua reprodução impressa para o marketing, numa saudável concorrência e estímulo recíproca para a produção do melhor ou  para a propaganda de algo diferenciada.

Nada impede que este Volksgeist circule para níveis mais elevados, críticos e universais. Esta interação é bem perceptível na música erudita alemã que se alimenta, com grande liberdade e autonomia, nas fontes da música mais intuitiva e que se reforçam reciprocamente. 


Tarasantchi p.152
Fig. 21 – O quadro “O Notário”  de 1892 do pintor  Pedro WEINGÄRTNER (óleo 19.8 x 28 cm - POA-RS) mostram  o sentido e a importância da figura do profissional nos contratos sociais, políticos como também nas trocas comerciais sob a base da monetarição. O  concorrência e os estímulos recíprocos - para a produção do melhor ou  para a propaganda de algo diferenciado – tinham, neste profissional nos contratos,  o contrapeso antes de ganharem os tribunais do judiciário ou da simples barbárie das guerras e lutas abetas e sangrentas com desfechos imprevisíveis. De outro parte com este profissional os projetos ganhavam um corpo ao nível intelectual no qual as ações, as perdas e lucros passavam pela mentalidade antes, durante e depois das ações coletivas.

Nesta contabilidade ambas saem ganhando. Sai ganhando o imenso universo civilizatório desenvolvido pela germanidade, muito além dos limites do aqui e do agora. Este mesmo universo empírico oferece uma ampla e sólida base para ele mesmo atingir as esferas mais elevadas da aceitação universal do seu saber. Este tarefa possui mais garantia de êxito e economia de energias se ele dispõe de um mundo erudito que o desafia a se abrir, a se renovar e a produzir o inédito.

FONTES
CORONA Fernando (1895-1979)  Cem anos de formas plásticas  e seus autores O Rio Grande Antigo Enciclopédia Rio-Grandense (2ª Ed) . Porto Alegre Livraria Sulina, 1968, 2º vol, p. 141 - 161

PARA  os CONCEITOS de Zeitgeist, Weltgeist, e Volksgeist na Arte, veja

VIANNA, Jose de Araujo 1872-1916 Carmela: ópera em dois atos. Pesquisa de Ion Bressan- Caxias do Sul : Pró Música, 2005 160p.

PEDRO WEINGÄRTNER
TARASANTCHI, Ruth Sprung Minha descoberta de Pedro Weingärtner, in Pedro Weingärtner 1853-1929 : um artista entre o Velho e o Novo Mundo. - São Paulo : Pinacoteca do Estado de São Paulo, , 2009, p. 28
No presente blog veja as 3 postagens relativas a:
1 – Pedro Weingärtner e a Pinacoteca do IBA-RS
2 - Pedro Weingärtner e o sentido da formação institucional de um artista
3 - Pedro Weingärtner na passagem entre o regime imperial e o regime republicano brasileiro.

WENDROTH, Hermann Rudolf – Obras de Hermann Rudolf Wendroth – 1852 . Porto Alegre : Riocel , 1982  -17 folhas

MONUMENTO 1924 à IMIGRAÇÃO ALEMÃ

MULLER Telmo Lauro

Jacob Aloys Friderichs (1868 -1950)

DAMASCENO, Athos. Artes plásticas no Rio Grande do Sul (1755-1900)  Porto  Alegre :  Globo, 1971. 540p.
MOREIRA  Altamir A Morte e o Além: iconografia da pintura mural religiosa da região central do Rio Grande do Sul (século XX) Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Artes Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais Doutorado Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Teoria, História e Crítica da Arte, sob orientação do Professor Dr. José Augusto Avancini. 2006
Schlatter (Ferdinand Schlatter)
Pintor que se dedicou em primeiro momento à pintura de motivos decorativos para arquitetura, e à pintura de paisagens. Em 1901, participa da Exposição Comercial e Industrial realizada em Porto Alegre. Nesta mesma cidade, em 1903, expõe aquarelas na Mostra Grupal de Artes Plásticas organizada pela Gazeta do Comércio. Em algum momento, do período compreendido entre 1907 e 1918, Schlatter trabalha nos murais da Igreja de Nossa Senhora da Purificação em Bom Princípio e, mais tarde, em 1927 realiza as pinturas da Igreja de Nossa Senhora das Dores em Porto Alegre.
Fontes:
DAMASCENO, Athos. Artes Plásticas no Rio Grande do Sul (1755 - 1900). Porto Alegre: Globo, 1971.
LUFT, Bruno Estevão. In: Momento. [Jornal da região de Bom Princípio] 24 de janeiro de 1980, p. 04.

TOBINO, Nina A germanidade no Brasil  Porto Alegre: Sociedade Germânia, 2007, 208, il