sábado, 13 de janeiro de 2018

225 – ESTUDOS de ARTE

PESQUISA das ARTES VISUAIS INSTITUCIONALIZADAS no RIO GRANDE do SUL.

SUMÁRIO

01 – Introdução ao tema – Metodologias – CONTRATOS e RAZÕES para CONSTITUIR uma SÚMULA UNIFICADA das ARTES no RIO GRANDE do SUL. 02 – CONCEITOS e CIRCUNSTÂNCIAS das ARTES  INSTITUCIONALISADAS e as DIFICULDADES para uma VISÂO ABRANGENTES das ARTES no RIO GRANDE do SUL. 03 - O que PERMANECEU da MISSÂO ARTÍSTICA FRANCESA - PROBLEMA  ¿O RIO GRANDE do SUL possui, quer - ou não -  um PROJETO de UNIDADE e IDENTIDADE EXPRESSO por meio das suas ARTES ?.  04 - O PROJETO CIVILIZATÒRIO COMPENSADOR da ARTE A LOGÍSTICA para um NÚCLEO CRÍTICO de uma SÙMULA UNIFICADA das ARTES no RIO GRANDE do SUL. 05 – A ARTE DISTINTA de CULTURA num PROJETO CIVILIZATÓRIO– POTENCIALIDADES para uma VISÃO ABRANGENTE das ARTES no RIO GRANDE do SUL. 06 -  As ARTES na ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL O TODO no PARTICULAR e o PARTICULAR com FRACTAL da SÙMULA UNIFICADA das ARTES no RIO GRANDE do SUL. 07 -  PROJETOS das ARTES VISUAIS no RS em 2018 - DIFERENÇAS da ATUALIZAÇÃO da INTELIGÊNCIA e a PESQUISA ESTÉTICA CONTINUADA  nas ARTES no RIO GRANDE do SUL 08 -  FRUSTRAÇÕES de PROJETOS de ARTE no RS: PROJETOS das  ARTES que INDUZEM a UNIDADE e a IDENTIDADE ESTADUAL. 09 - ACERTOS e INSTITUÇÕES do  PROJETO de UNIDADE e IDENTIDADE do RIO GRANDE do SUL  ETAPAS da IMPLEMENTAÇÂO até a IMPLANTAÇÂO deste PROJETO EXPRESSO por meio das suas ARTES  10 - PROJETOS FEDERAIS das ARTES no RS: CONTRAPARTIDA do PODER ORIGINÁRIO SUL RIOGRANDENSE -11 - POTENCIALIDADES ESTADUAIS das ARTES VISUAIS do RIO GRANDE do SUL  e CONTÌNUUM das EXPRESSÔES de sua AUTONOMIA. 12 - POTENCIALIDADE MUNICIPAIS no RS e em PORTO ALEGRE. PROPORÇÕES entre o CIDADÂO e o MUNICÍPIO - 13 - Potencial  de NOVAS INSTITUIÇÔES AGENTES INSTITUCIONAIS POSSIVEIS de MOBILIZAR- 14 - Potencialidades legais Uma CULTURA é HISTÓRICA na MEDIDA dos seus PROJETOS - 15 - Potencialidades ADMINISTRATIVAS das ECONOMIAS  SIMBÓLICAS no RS: A ÈPOCA PÓS-INDUSTRIAL a INDUSTRIA dos BENS SIMBÓLICOS - 16 - Controle de qualidade JURIDICA das ARTES NOBRES : EFEITO das ARTES NOBRES em CASCATA em relação ao mundo EMPÍRICO
 -17 - Avaliação dos resultados, das metodologias  e dos documentos: pautas e referências às  LEIS, aos CONTRATOS e aos PROJETOS

01 – Introdução ao tema – Metodologias – Contratos:
asco PRADO - MURAL ASSEMBLEIA LESGISLATIVA - dia 26.12.2017 as 15h00
Fig. 01 –  O mural de Vasco PRADO (1914-1998) na parede Sul da ASSEMBLEIA LEGISLATIVA do RIO GRANDE do SUL rende uma homenagem ao ENTE ANÔNIMO que é construído e mantido pelo ESTADO.  Este PENSAMENTO é o que permanece. Eventos, exposições, visitas expressam ponto deste PENSAMENTO. Alguns destes PONTOS são fugazes e outros permanecem. Examina-se aqui o que é permanente e é universal.  

RAZÕES para CONSTITUIR uma SÚMULA UNIFICADA das ARTES no RIO GRANDE do SUL.

O que denominamos de ARTE é algo muito complexo, longo e imponderável. Esta complexidade aumenta especialmente quando se acumulam camadas e camadas de seus DOCUMENTOS e ACERVOS como na ÉPOCA PÓS –INDUSTRIAL. O ditado de que: “A ARTE é LONGA a VIDA BREVE” ainda vale para a ÉPOCA PÓS –INDUSTRIAL  e especialmente pelo fato desta ser cumulativa por natureza. Ignorar este acúmulo pode ser um passo para o PASSADO e “REIVENTAR a RODA” ou escapar para o FUTURO do “MITO e do PAÍS da CUCANHA”
Diante deste imenso acúmulo de ARTES o desafio é propor-se PESQUISAR o TODO a partir do PARTICULAR. O OBJETO são as ARTES do ESTADO do RIO GRANDE do SUL. No sentido contrário (ANTÍTESE) significa caminhar deste TODO ESTADUAL para retornar às origens  das expressões estéticas.  O desafio é de encontrar, n PRESENTE, uma visão geral, provisória e unificada (SÌNTESE). O ciclo recomeça na busca de outra SÌNTESE diferente e atualizada. HEGEL propôs este  caminho quando afirmou (1946, p.33)[1] que.
 há dois métodos distintos e opostos para seguir na indagação sobre Arte. Um é empírico e histórico:  tenta obter do estudo das obras primas das Artes as regras críticas e os princípios artísticos.  O outro é racional e a priori:  eleva-se imediatamente ao ideal e deduz dele as leis gerais. Aristóteles e Platão representam ambos os métodos.  O primeiro conduz a uma teoria estreita, incapaz de compreender a Arte na plenitude. O segundo isolando-se nas alturas da metafísica, não sabe descer de lá para se aplicar as artes particulares e apreciar suas obras. O verdadeiro método consiste na reunião destes procedimentos, na sua conciliação e emprego simultâneo.  Ao conhecimento positivo das obras de Arte, devem unir-se a reflexão filosófica e a capacidade de compreender suas características e leis imutáveis.
As MIGALHAS da HISTÓRIA - e as FATIAS das CIÊNCIAS - são uma herança que a ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL está recebendo da ERA INDUSTRIAL. Esta, já obsoleta, ineficaz e impotente, permite, para a NOVA ÉPOCA, constituir  uma OUTRA VISÃO de CONJUNTO das circunstâncias do PASSADO e das  potenciais FORÇAS emergentes.
Esta OUTRA VISÃO de CONJUNTO, NÃO É OBRA de NENHUM VOLUNTARISMO APRESSADO, de uma ÚNICA MENTE GENIAL e INSPIRADA e nem de uma IDEOLOGIA MASSIVA de PROSÉLITOS MAGNETIZADOS por forças conceituais TOTALITÁRIAS e CENTRALISTAS.
          Trata-se de estabelecer competências, traçar limites e objetivos. Um destes objetivos poderia ser a pergunta ¿ O que o RIO GRANDE do SUL POSSUI para constituir uma UNIVERSIDADE das ARTES?.
O OBJETIVO é a identificação e o estudo das ARTES VISUAIS institucionalizadas nos LIMITES do ESTADO do RIO GRANDE do SUL. A presente PESQUISA se propõe a GERAR ÍNDICES FIDEDIGNOS da CONSCIÊNCIA COLETIVA, da IDENTIDADE. A CONSTRUÇÃO do PROJETO REGIONAL é uma meta que ULTRAPASSA a PRESENTE PESQUISA. Para tanto se distingue as fases da PESQUISA, da IMPLEMENTAÇÃO e da IMPLANTAÇÃO.
Admite-se que esta CONSTRUÇÃO resulta de CONTRATOS de LEIS e de POLÍTICAS que moldam as FORMAS INSTITUCIONAIS e regulam as suas circunstâncias jurídicas nacionais e regionais. Parte-se da hipótese de que a construção da CONSCIÊNCIA COLETIVA, da IDENTIDADE e do PROJETO REGIONAL é um PROJETO INTENCIONAL, LEGAL e que VISA a CONSTRUÇÂO e a MANUTENÇAO de um PROJETO REGIONAL de CIVILIZAÇÃO HUMANA.
  A PRIMEIRA REPÚBLICA BRASILEIRA, para abrir caminhos, teve de ignorar e desqualificar os títulos nobiliárquicos, contornar a mentalidade colonial e imperial. Entre as múltiplas tarefas do PRIMEIRO REGIME REPUBLICANO BRASILEIRO, coube-lhe ocultar e até queimar os títulos, que lotavam cartórios e tribunais, exibidos pelos escravocratas como proprietários legais das “PEÇAS” escravas.
ESTUDOS de CASOS
1 – O DECRETO nº 01 da REPÚBLICA no dia 15 de Novembro de 1889

2 _ CONSTITUIÇÂO de 14 julho de 1891 do RIO GRANDE do SUL

3 – A Lei nº 173 de 10 de setembro de 1893

4 -  QUEIMA da DOCUMENTAÇÂO dos ESCRAVOCRATAS

02  – CONCEITOS e CIRCUNSTÂNCIAS das ARTES  INSTITUCIONAIS:


[1] HEGEL Jorge Guilherme Frederico(1770-1831). De lo Bello y sus formas (Estética) Inroduccion  -II – Método a seguir en la inadagación filosófica de  lo bello y dela Arte – Buenos Aires  : Esoasa Calpe Argentina (Coelçaõ Austral – Volume extra) 1946, p. 33.

Helios SEELINGER (1878-1965) “ Rio Grande de Pé pelo Brasil” 1925 - Museu de Piratini RS
Fig. 02 –  O painel de  HELIOS SEELINGER pintou - a pedido do governo do Rio Grande do Sul - possui uma síntese expressa no seu título “O RIO GRANDE de PÈ pelo BRASIL”. Este foi o mote da REVOLUÇÂO de mural 1930 uma das raras ocasiões em que os Chimangos e os Maragatos se uniram com o objetivo de empolgar o PODER NACIONAL..  Nem o mural foi instalado no PALÁCIO do GOVERNO como também não durou muito a coalização no poder.  Borges de Medeiros (1863-1961) já se uniu em 1932, se uniu aos CONSTITUCIONALISTAS  PAULISTAS contra  os REVOLUCIONARIO vindos do Rio Grande do Sul..

DIFICULDADES para uma VISÃO ABRANGENTE das ARTES no RIO GRANDE do SUL.

Aceita-se a compreensão do fenômeno da ARTE como uma das expressões do SER humano a partir do seu ENTE. Para Aristóteles (173: 243 – 114ª 10)[1]  esta compreensão significa que:
é idêntica a uma capacidade de produzir que envolve o reto raciocínio. Toda arte visa a geração e se ocupa em inventar e em considerar as maneiras de produzir alguma coisa que tanto pode ser como não ser, e cuja origem está no que produz, e não no que é produzido. A arte não se ocupa nem com as coisas que são ou que se geram por necessidade, nem com as que fazem de acordo com a natureza. A arte é uma questão de produzir e não de agir. 
Parte-se da hipótese que o ENTE HUMANO - ao PRODUZIR ARTE - desvela se no seu MODO de SER. Giulio Carlo Argan escreveu ( 2005 p,252)[2]  que “a obra de arte é o objeto único, que tem  o máximo de qualidade no mínimo da quantidade”. Qualidade que se refere a “QUEM PRODUZ ARTE”.  Assim as obras de Arte do ESPAÇO e TEMPO do RIO GRANDE do SUL instigam a reflexão filosófica gerando a capacidade de compreender, pela RAZÃO,  as características e leis imutáveis que regem a identidade do Estado e da Nação. No contraste entre “produzir alguma coisa que tanto pode ser como não ser”,  se entende aqui como aquilo que NÃO é DITO, EVITANDO até o TABU. ao ENTE HUMANO

ESTUDOS de CASOS
1 – ORIENTAÇÕES GERAIS para o ESTUDO da ARTE
2 – O RIO GRANDE do SUL como REALIDADE LATINO-AMERICANA

3 - O RIO GRANDE de PÈ pelo BRASIL

4 - A CONSTITUIÇÂO do RIO GRANDE do SUL e as ARTES

5 - MUSEU de ARTE SACRA RIO GRANDE

6 – HISTÓRIA do MUSEU JÙLIO da CASTILHOS

03 - O que PERMANECEU da MISSÃO ARTISTICA FRANCESA:


[1] ARISTÓTELES (384-322). Ética a Nicômano. São Paulo: Abril Cultural - 1973. 329p.

[2] ARGAN, Giulio Carlo (1909-1992) História d a Arte como História da Cidade. São Paulo: Martins Fontes, 2005, 288 p.
Eduardo de SÁ (1866-1940) - BUSTO de Manuel ARAUJO PORTO-ALEGRE - na Pra. Alfândega POA-RS 
Fig. 03 –  Manuel Araújo PORTO-ALEGRE (1809- 1879)  foi dos discípulos mais qualificados da MISSÂO ARTÍSTICA FRANCESA..  Porém muito cedo sentiu a burocratização na qual deslizou a  ACDEMIA IMPERIAL de BELAS ARTES,(AIBA) nada fiel ao aos autênticos ensinamentos dos seus Mestres vindos de Paris..  Renunciou a direção da AIBA quando sentiu que os estragos eram irreversíveis.

PROBLEMA - ¿ As ARTES do RIO GRANDE do SUL EXPRESSAM  um PROJETO de UNIDADE e IDENTIDADE a PARTIR desta MISSÃO ?. 

O longo, o pesado e o alienante regime colonial - aplicado por Portugal ao BRASIL somado à escravidão - impôs um modo de SER padronizado às eventuais expressões regionais. A presença dos membros da MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA, rompia com este modelo único colonial. Os membros desta MISSÃO buscavam jogar o BRASIL numa realidade estética nova. Realidade que ia muito além da capacidade e da competência em assimilar as consequências da REVOLUÇÃO FRANCESA e do IMPÉRIO NAPOLEÔNICO dos quais estes artistas europeus eram originários. Mário Barata traduziu a carta de Le Breton chefe da Missão Artística ao Rei Dom João VI, publicou[1] e comentou que:  
nas indicações dadas pelo texto comprovam a influência de Humboldt sobre Lebreton, no tocante à criação de uma escola de Artes, mas delas se deduz, definitivamente, o fato de que a Missão Artística foi concebida pelo antigo secretário do Instituto de França, ficando com o Conde da Barca e D. João VI o mérito  (já bastante grande) de terem aceito a proposta e procurado de certo modo realizá-la.  O decreto de  12 de agosta, posterior apenas de um mês e três dias a data do segundo rascunho, já não seguia, porem, as linhas do plano de Lebreton, nem  o projeto de lei por ele elaborado. 
A oportunidade de mudança e do novo, redundou em mais uma seção burocrática imperial. Seção cujos cargos eram cabides de emprego oportunos para os sócios da corte. A verdadeira promessa de um projeto de uma escola não saiu das mentes e do papel. O projeto de 1816  ficou mofando no papel até 1959 quando foi achado por Mário Barata que o divulgou para um seleto grupo de intelectuais brasileiros.  

Neste meio tempo continuaram, na  Academia Imperial de Belas Artes, a reinar os hábitos da escravidão, as práticas do regime colonial alienante e pesado. A seção burocrática, imperial e centralizadora no Rio de Janeiro era sustentada pelas províncias, como o Rio Grande do Sul, que não tinham direito à esta INSTITUIÇÃO de ARTES.

ESTUDOS de CASOS
1 – Carta de LE BRETON ao REI DOM JOÃO VI
2 LE BRETON e os IRMÂOS HUMBOLD

3 – PAPEL da ARAÚJO PORTO ALEGRE como CONTINUADOR  e HERDEIRO da MISSÃO ARTÌSTICA FRANCESA- Uma obra de Manuel Araújo Porto-alegre =
http://profciriosimon.blogspot.com.br/2016/09/181-iconografia-sul-rio-grandense.html
                     
 4 -ARTE na UNIVERSIDADE BRASILEIRA

04 - O PROJETO CIVILIZATÓRIO COMPENSADOR da VIOLÊNCIA pela ARTE:


[1] REVISTA do PATRIMÔNIO ARTISTICO NACIONAL - nº 14 -  1959
MONUMENTO JÚLIO de CASTILHO – “CONSERVAR MELHORANDO” e JUSTIÇA  foto as 15h30 26.12.2017
Fig. 04 –  O monumento de Júlio de CASTILHOS (1860-1903)  e a Justiça de olho aberto modelada por Maximiliano FAYET (1930-2007) parecem  dialogar..  Um dos temas deste diálogo poderia ser em relação ao PROJETO CIVILIZATÒRIO COMPENSADOR da VIOLÊNCIA que tanto o EXECUTIVO como o JUDICIARIO necessitam exercer como delegação e para o contrato que o CIDADÂO AVULSO repassa a estas duas instâncias do PODER do ESTADO

 LOGÍSTICA para um NÚCLEO CRÍTICO de uma SÚMULA UNIFICADA das ARTES no RIO GRANDE do SUL.

Carece de fundamento a tese de que o Rio Grande do Sul estava em permanente guerra e que toda a arte estava nos quarteis, marchas e hinos triunfais. O poeta Athos Damasceno escreveu com ironia (1971, p.449) [1]  que: 
certamente, as lutas que tivemos de sustentar desde os tempos recuados da Colônia, na defesa de nosso território e na fixação de suas fronteiras, em muito entorpeceram e retardaram nosso processo cultural. Não, porém, tanto quanto seria natural que ocorresse, uma vez evidenciada historicamente a belicosidade crioula, arrolada por aí, com um abusivo relevo, entre virtudes que nos compõem a fisionomia moral. Nossa história está realmente pontilhada de embates sangrentos. Mas lutas e guerras não foram desencadeadas por nós, senão que tivemos de arrostá-las compelidos pelas circunstâncias. Nunca deixamos de ser um povo amante da paz. E, em nossos anseios de construção, sempre desejosos dela. Tropelias e bravatas de certos gaúchos em disponibilidade forçada, não têm o menor  lastro Histórico:  pertencem aos domínios da anedota que os próprios rio-grandenses exploram, com malícia, para a desmoralização daqueles que o fazem, com  malignidade
 É necessário verificar -  no contraponto, das tropelias e bravatas das falácias guerreiras apregoados por certos gaúchos em disponibilidade forçada -   que muitos povos e nações tiveram guerras bem mais severas e amiudadas. Nações e povos que aproveitavam qualquer instante de paz para expressar o seu ENTE nas suas ARTES.  O amortecimento,  às eventuais expressões regionais,  deve-se muito mais ao longo, pesado e alienante regime colonial - aplicado por Portugal ao BRASIL somado à escravidão – que impôs um modo de SER padronizado e alienado. Porém, admitir isto seria um tiro no pé destes rio-grandenses em disponibilidade e com as desculpas para NÂO assumirem a criação original e superior.
De outro lado os inimigos imaginários -herdados das  falácias guerreiras destes gaúchos em disponibilidade forçada - só existem nas suas mentes distorcidas. As outras nações, especialmente as limítrofes, são as primeiras a reconhecer o valor e o sentido de uma obra de arte autêntica dos seus vizinhos.
O Rio Grande do Sul também é herdeiro direto da falácia e do mito da cultura ocidental da superioridade masculina. Assim é bem recente a entrada feminina  no âmbito das ARTES ditas NOBRES
ESTUDOS de CASOS
1 – DIVERSAS CULTURAS ORIGINAIS do ESTADO do RIO GRANDE do SUL – SANTA ROSA – FESTA das ETNIAS

2 – CULTURAS HEGEMÔNICAS e SUBALTERNAS 2;1 nos EEU http://www.scielo.br/pdf/ha/v4n9/0104-7183-ha-4-9-0103.pdf
2.3 No BRASIL e no  RIO GRANDE do SUL

4 -  O RIO GRANDE do SUL na ótica do atual imigrante ESTRANGEIRO


05 - ARTE DISTINTA de CULTURA num PROJETO CIVILIZATÓRIO:


[1] DAMASCENO, Athos. Artes plásticas no Rio Grande do Sul (1755-1900)  Porto  Alegre :  Globo, 1971. 540p.
VITRAL - Casa Genta - Pesquisa Mariana WERTHEIMER
Fig. 05 –  O vitral no Rio Grande do Sul teve um papel  relevante tanto na sua técnico como na apropriação das temáticas da ERA INDUSTRIAL A  infraestrutura  da ERA INDUSTRIAL valeu-se das artes e do fazer técnico e dando lugar a emergência de diversas vocações das ARTES NOBRES. Estas vocações superiores sempre tentaram encontrar no seu TEMPO, LUGAR e SOCIEDADE que marcasse a identidade sul-rio-grandenses. Se atingirma este patamar ainda é uma questão aberta ao estudo, pesquisa e socialização dos resultados.

POTENCIALIDADES para uma VISÃO ABRANGENTE das ARTES no RIO GRANDE do SUL. 
         A ERA INDUSTRIAL fatiou, dividiu e reduziu todos os saberes para submetê-los ao regime da FÁBRICA e das MÁQUINAS. As ARTES não escaparam deste sistema de fatiamento, da especialização e do anonimato  dominado por um demiurgo único, central e gênio inquestionável.  A CULTURA  foi conduzida para este SISTEMA. Especialmente a INDÚSTRIA CULTURAL se confundiu com a lógica da FÁBRICA e das MÁQUINAS.  Enquanto isto o ARTISTA reclamava o NOME PRÓPRIO, o DIREITO de EXPERIENTAR e buscando o TODO no qual expresso o seu ENTE no SEU MODO de SER. Mesmo que esta ESCOLHA lhe custe a RENÚNCIA, o INESPERADO e a FALTA de RECONHECIMENTO imediato. Nesta direção  Nietzsche distinguia  (2000, p.134)[1] que “a arte não pode ter sua missão na cultura e formação, mas seu fim deve ser alguém mais elevado que sobre passe a humanidade. Com isso deve satisfazer-se o artista. É o único inútil, no sentido mais temerário” 
 Este SOBRE-HUMANO é a OBRA de ARTE que não é consumida pelo uso. Ao contrário, a OBRA de ARTE continua a projetar valores, sentidos e o novo na medida em que ela resistir a qualquer uso, utilidade imediata e ao consumo.

ESTUDOS de CASOS
1 – O SENTIDO dos ACERVOS de ARTE do RIO GRANDE do SUL

2 -  MUSEU SÃO MIGUEL das MISSÔES

3 – O MUSEU ANTROPOLÓGICO RS

ARQUEOLÓGICO de TAQUARA

06 -  As ARTES na ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL:


[1]           NIETZSCHE, Frederico Guillermo (1844-1900)  Sobre el porvenir de nuestras escuelas. Barcelona: Tusquets, 2000. 179.       

Ruth SCHNEIDER (1943-2003) - obra da artista no Museu de Passo Fundo UPF
Fig. 06 –  A contribuição de Ruth SCHNEIDER foi trazer para o plano coletivo a vida das periferias das cidades do interior do Rio Grande do Sul..  Temática  retirada  do seu imaginário recriou um mundo de faz de conta . Neste aspecto se antecipou ao imenso universo da ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL na busca de recriação, instalações e conceitos que foram a matriz da arte de todos os TEMPOS e LUGARES. O seu pequeno mundo expressa um todo de uma civilização entregue aos BENS SIMBÓLICOS.

 O TODO no PARTICULAR e o PARTICULAR como FRACTAL da SÚMULA UNIFICADA das ARTES no RIO GRANDE do SUL.

Enquanto se encerra a lógica e o sistema da ERA INDUSTIAL os seus produtos não consumidos migram para constituir os BENS SIMBÓLICOS de sua herança. Estes BENS SIMBÓLICOS são estudados, incorporados e socializados pela ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL que imprimi a sua lógica, suas marcas e estimula a produção do NOVO, do INÈDTO e COERENTE do seu TEMPO, LUGAR e SOCIEDADE. O pensamento de  Marc BLOCH (1978, p.42)[1].incentiva a perceber esta ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL pela ótica do presente:
é tal a força da solidariedade das épocas que os laços da inteligibilidade entre elas se tecem verdadeiramente nos dois sentidos. A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado. Mas talvez não seja mais útil esforçar-nos por compreender o passado se nada sabemos do presente 
Diante deste PRESENTE as NARRATIVAS HISTÓRICAS necessitam serem refeitas em cada SOCIEDADE, cada LUGAR e cada TEMPO em função deste PRESENTE. É uma falácia o TEXTO DEFINITIVO. A forma é sempre a MORTE da ARTE.

ESTUDOS de CASOS
1 – HISTÓRIA do ICES
2 Museu RUTH SCHNEIDER PASSO FUNDO
3 – O ESTATUTO da BIENAL do MERCOSUL

07 -  PROJETOS das ARTES VISUAIS no RS em 2018:


[1]              BLOCH, Marc (1886-1944)  . Introdução à História.[3ª ed] Conclusão de Lucian FEBVRE - .Lisboa :Europa- América  1976  179 p.

PASSO FUNDO - Monumento ao ferroviário- Paulo SIQUEIRA[1]
Fig. 07 –   O Rio Grande do Sul  deve a sua expansão e descentralização da ERA INDUSTRIAL por meio da malha ferroviária.  A ÉPOCA PÓS- INDUSTRIAL transformou em obras de arte o ferro e concreto desta ERA INDUSTRIAL. O polo cultural e estético cidade de Passo Fundo deve muito à ferrovia e vida ao redor intensamente marcada por este meio de transporte.  

DIFERENÇAS da ATUALIZAÇÃO da INTELIGÊNCIA e da PESQUISA ESTÉTICA CONTINUADA  nas ARTES no RIO GRANDE do SUL

O LUGAR, a SOCIEDADE e o ANO de 2018 merecem a máxima atenção Porém o INSTANTE é apenas um PONTO em MOVIMENTO desde a concepção de LEONADDO da VINCI  (in ISAACSON, 2017, p.205. apud Códex Arundel, 175r.) [2] O instante não contém tempo. O tempo é  feito a partir do movimento do instante” . Ou ainda que nada é fixo ou permanente “Observe a luz. Pisque o olho e a observe novamente. Aquilo que você vê, não estava lá antes, e o que estava antes, não está mais lá (in ISAACSON, 2017, p.205/6)
Certamente os gregos já sabiam disto ao firmarem que “ninguém se banha duas vezes no mesmo rio”. Certamente que a informação e conhecimento são RACIONAIS e resultantes da CONSTANTE ATUALIZAÇÃO da INTELIGÊNCIA.
No entanto o artista é convidado a realizar as suas PESQUISAS ESTÉTICAS PESSOAIS, ÚNICAS e INTRANSFERÍVEIS por inteiro, sob pena de acabar em territórios teóricos alheios e assim perder a sua autonomia específica ou fazer apenas metafísica.             Centrar-se apenas na ATUALIZAÇÃO da INTELIGÊNCIA será mesmo do que que querer aprender uma língua estrangeira apenas pela sua GRAMÁTICA. Sem a EXPERIMENTAÇÂO -  ou a PESQUISA da FALA -  certamente este conhecimento intelectual gramatical é de pouco proveito, senão perda de TEMPO

ESTUDOS de CASOS
1 – HISTÒRIA da SECRETARIA de CULTURA do RIO GRANDE do SUL
2 – CONSELHO ESTADUAL  de CULTURA – RS
3 – POTENCIALIDADE das INSTITUCIONALIZAÇÂO das ARTES  a partir ATUAL CONSTITUIÇÂO do RIO GRANDE do SUL
08 -  FRUSTRAÇÕES de PROJETOS de ARTE no RS:


[2] ISAACSON, Walter 1952 Leonardo da Vinci. ( 1ª ed.) Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017, 614 p.

LENÇO FARROUPILHA Museu Júlio de Castilhos
Fig. 08 –  O lenço Farroupilha ( 1835-1845)  foi produzido nos países  que dominavam a as máquinas e da Era Industrial.  Porém a temática, os dizeres e os lemas antecipam instalações, pichações  e pesquisas da ÉPOCA PÒS-INDUSTRIAL Se a REVOLUÇÃO FARROUPILHA frustrou estes projetos de outro lado este movimento consolidou uma larga consciência coletiva sul-rio-grandense que e remorado e está ativo, ainda, nos dias atuais .

PROJETOS das  ARTES que INDUZEM a UNIDADE e a IDENTIDADE ESTADUAL .

O movimento e guerra Farroupilha certamente trouxe muitas frustrações. O que ninguém esperava que um século depois um ex-presidente sul-rio-grandense queimasse a bandeira do seu Estado de Origem. Certamente as ARTES praticadas no Rio Grande do Sul refletem não só as frustrações, mas os decididos projetos de seu realizar na autonomia venha quem vier.
Porém o que nunca faltou foi vontade para se expressar de forma singular para contribuir de uma maneira criativa no grande projeto nacional. Este era o projeto de Bento Gonçalves, o líder máximo da Revolução Farroupilha, quando escreveu, em 1835, ao Regente Padre Feijó.
 Em nome do Rio Grande, como brasileiro eu lhe digo, Senhor Regente, reflita bem antes de responder, porque de sua resposta depende, talvez, p sossego do Brasil. Dela resultará a satisfação dos justos desejos de um punhado de brasileiros que defendeu contra a voracidade espanholam uma nesga fecunda de Pátria e dela também poderá resultar um luta sangrenta, a ruína da Província, ou a formação de um novo estado dentro do Brasil  
O grande problema é PENSAR ter CHEGADO até a ARTE, à IDENTIDADE e AO CONTRATO COLETIVO  quando estes estão muito distantes 

ESTUDOS de CASOS
1 – 1 – CARTA de BENTO GONÇALVES ao REGENTE PADRE FEIJÓ
2 – A QUEIMA da BANDEIRA, PROIBIÇÃO do HINO no ESTADO NOVO; http://profciriosimon.blogspot.com.br/2014/09/
3 - MTG e as IMPORTAÇÕES e IMPOSIÇÕES  da CULTURA PLATINA
4 – A ASSOCIAÇÂO ARAÚJO PORTO ALEGRE
5 – ANGELO CRIVELLARO e a  FACULDADE PALESTRINA

6 – A RETOMADA ERUDITA do FOLCLORE BRASILEIRO
09 - ACERTOS e INSTITUÇÕES do  PROJETO de UNIDADE e IDENTIDADE do RIO GRANDE do SUL: 
Parque MARINHA do BRASIL - obra de Xico STOCKINGER (1919-2009)[1]  in ALVES 2004 p.192,Foto em dez. 2010 
Fig. 09 –  A proximidade do sul-rio-grande com a Natureza não pode ser ignorada nas artes visuais. Um meio natural ( sem excessos e vividos no PARALELO 30º Sul,) se expressa de outras maneiras e recursos dos climas tropicais ou austrais.  Clima que não conhece a neve e os rigores do tempo e dispensam o abrigo doméstico para a prática da arte. As instituições que cultivam este modo de vida  também necessitam esta abertura par o espaço da Natureza com acontece com as obras de Artes espelhadas no Parque Marinha do Brasil.

ETAPAS da IMPLEMENTAÇÃO até a IMPLANTAÇÃO deste PROJETO EXPRESSO por meio das suas ARTES. 

Uma civilização é constituída por suas instituições. As instituições de Arte tardaram a tomar forma no Rio Grande do Sul. As INSTITUIÇÕES MISSIONEIRAS não vingaram e não se projetaram no TEMPO. Estavam verticalizadas e nas mãos monocráticas dos europeus usou a ARTE como PROPAGANDA da FÉ e com PRODUÇÂO COMUNITÁRIA DIRIGIDA. As INSTITUIÇÕES do REGIME IMPERIAL estavam sob o CONTROLE do TRONO o que não permitiu a implantação de Instituição da Arte no Rio Grande do Sul.  Estas instituições nascem timidamente na PRIMEIRA REPÚBLICA e sob a égide da Lei nº 173 de 10.09.1893. Os fundadores do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul reforçava num mito como aquele que apareceu estampado num jornal local[2] no dia 22 de abril de 1908  da fundação do Instituto e que o caracterizava como o
resultado lógico do evoluir da civilização rio-grandense, o Instituto pairava latente na ordem natural das cousas, só a espera que o fiat criador trovejasse do alto, para que ele surgisse de baixo, aparelhado para os seus lúcidos destinos”.  
A força deste mito se desfez no dia seguinte quando se tratava de vencer velhos hábitos herdados do regime colonial, imperial e dos primórdios da República.
ESTUDOS de CASOS
1 – HISTÓRIA das DIRETORIAS do MARGS

2 – A HISTÓRIA da ASSOCIAÇÂO CHICO LISBOA

3 - ASSOCIAÇÂO ARAÚJO PORTO-ALEGRE

4 -  ASSOCIAÇÃO dos ESCULTORES do RIO GRANDE do SUL


10 - PROJETOS FEDERAIS das ARTES no RS:


[2] - Correio do Povo 22.04.1908(cópia datilografada do Arquivo do IA-UFRGS)
Luís Carlos PEREIRA REGO XAVIER  e Vasco  PRADO   - SÃO LEOPOLDO monumento do sesqucentenário da imigração 21.12.1974
Fig. 10 –   Junção do esforços do arquiteto Luís Carlos PEREIRA REGO XAVIER  com o escultor  mural de Vasco PRADO resultou numa obra publica que valoriza  cidade de SÂO LEOPOLDO - RS.  Ele celebra o bem sucedido projeto imperial que e que tece êxito em  consolidar a continuidade  do Regime republicano de estabelecer um núcleo federal como ponto de apoio para uma vasta CONQUISTA de TERRAS AGRÍCOLAS  e que não interessavam ao PASTOREIO do GADO

CONTRAPARTIDA do PODER ORIGINÁRIO SUL RIOGRANDENSE

O PODER CENTRAL BRASILEIRO investiu pesado nos projetos de IMIGRAÇAO EUROPEIA. Em contrapartida e destas regiões ocupada por estes imigrantes que criaram riquezas que compensam amplamente os gastos do projeto imperial e republicano brasileiro[1]. Hoje são grandes contribuintes do ERÁRIO PÚBLICO do BRASIL
  O RIO GRANDE do SUL NUNCA PROCLAMOU as sua INDEPENDÊNCIA do BRASIL apesar destas pesadas imposições imperiais. O seu PROJETO sempre foi de permanecer dentro do BRASIL como um ESTADO DIFERENTE e com CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS . As fortes expressões de AUTONOMIA sul-rio-grandense convergem para a SOBERANIA brasileira. Esta expressão voltou a tona em 1930 como o LEMA “o RIO GRANDE de PÉ pelo BRASIL”
 Quanto à natureza da AUTONOMIA o biólogo chileno Maturana - com profundos vínculos germânicos - escreveu  (1996: 41)[2] que   na biologia o exemplo da célula viva que necessita da membrana para proteger a competência da vida. Só a partir da célula viva é possível determinar o que é relevante.”  
 Só é possível determinar o que importa para a AUTONOMIA, à partir do interior da membrana das fronteiras que envolvem o Rio Grande do Sul. No contraditório a VISÃO EXTERNA pode  municiar a ATUALIZAÇÃO INTELECTUAL necessária para distinguir o seu DIFERENTE e ORIGINAL. Este ORIGINAL e DIFERENTE em ARTE resulta da PESQUISA ESTÉTICA coerente com o seu TEMPO, seu LUGAR e a sua SOCIEDADE.

ESTUDOS de CASOS
1 - OS GRÊMIOS GAUCHOS da 1ª REPUBLICA e DANTE LAYTANO   http://www.scielo.br/pdf/ha/v3n7/0104-7183-ha-3-7-0252.pdf

2 - O INSTITUTO de ARTES da UFRGS

3  - UNIVERSIDADE das ARTES e o  RIO GRANDE do SUL.

11 - POTENCIALIDADES ESTADUAIS das ARTES VISUAIS do RIO GRANDE do SUL  e  o CONTÍNUUM das EXPRESSÕES de sua AUTONOMIA:


[2] MATURANA R., Humberto (1928-) e VARELA. Francisco (1946-). El árbol del conocimiento: las bases biológicas del conocimiento humano. Madrid : Unigraf. 1996, 219p.

MONUMENTO JÚLIO de CASTILHO – ARMAS do RIO GRANDE do SUL e ASSINATURA de Décio VILLARES  foto as 15h31 26.12.2017
Fig. 11 –  O escudo, a bandeira e as vestimentas identificam um projeto e um contato coletivo de uma sociedade, estado e nação. Especialmente a ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL recorre a diversas e incisivas formas visuais de identidade e de contrato coletivo

CONTÍNUUM das EXPRESSÕES de sua AUTONOMIA.

Admite-se que a ARTE também constitui  um ENTE LINGUÍSTICO que se usa nas NARRATIVAS  HUMANAS sem que a RAZÃO atinja a sua compreensão plena.  EXPRESSÕES LINGUÍSTICAS nas quais é possível verificar aquilo que se APROXIMA, AFASTA ou COTRADIZ o que a RAZÃO  admite como ideal da ARTE. EXPRESSÕES LINGUÍSTICAS que são FENÔMENOS que ATINGEM os SENTIDOS HUMANOS. Do lado da RAZÃO existe uma CONSTRUÇÃO MENTAL que FILTRA estes FENÔMENOS que ATINGEM os SENTIDOS HUMANOS. A criatura humana possui a liberdade de escolher o MUNDO SENSORIAL ou e FIXAR no MUNDO IDEAL..  Para entender o que se passa no mudo empírico dos sentidos humanos é diferente do que se passa no mundo da RAZÂO, Platão já ensinava (1985, 2º vol, p.128)[1]  que:

“estudaremos a astronomia, assim como a geometria, por meio de problemas, e abandonaremos os fenômenos do céu, se quisermos aprender verdadeiramente esta ciência e tornar útil a parte inteligente de nossa alma, de inútil que era antes
 Evidente que esta circulação - entre o EMPÍRICO e o IDEAL-  é alta interação e sem se fixar num único ponto definitivo. No Rio Grande do Sul o líder Oswaldo Aranha registrou no seu Breviário Cívico Conceitos referentes ou aplicáveis ao atual momento político[2] que:
este fenômeno de integração do Rio Grande não me espanta. Sempre existiu uma razão de congraçamento mais forte do que a razão da divergência. Eu comparo o regime rio-grandense ao regime dos ventos. Na superfície sopram corrente desencontradas, que circulam em rumos diversos e contrários. Mas, no alto, muito acima desta superfície, há um vento só, que corre num sentido único. Assim somos nós, as corrente partidárias se agitam em baixo. Mas quando soa a hora da raça, um só pensamento nos domina nas alturas do nosso civismo: é o pensamento do Rio Grande”.
Circulação dialética, de constante busca de um ponto de equilíbrio homeostático. Equilíbrio jamais completo e definitivo.
ESTUDOS de CASOS
1 – A HISTÓRIA da AAMARGS

2 – GRUPO de PESQUISA da AAMARGS

3 - A UERGS e a FUNDARTE MONTENEGRO

12 - POTENCIALIDADES MUNICIPAIS no RS e em PORTO ALEGRE:


[1] PLATÃO ( 427-347) – A REPÚBLICA – Tradução di J. Guinsburg  2º volume . São Paulo : Difusão Européia do Livro, 1985, 281 p.
[2] Porto Alegre: Revista do Globo, nº 18, 12 de out de 1929  fl 01 

Aldo Danielli  LOCATELLI (1915-1962) Fundadores de Porto Alegre
Fig. 12 –  O muralista Aldo LOCATELLI se  inspirou nas figuras dos pioneiros de PORTO ALEGRE para compor uma obra pictórica.  A obra foi encomendada pelas Associações de  Empresários do Rio Grande do Sul e, em 2018, integra o patrimônio da FIERGS de Porto Alegre.  ..

PROPORÇÕES entre o CIDADÂO e o MUNICÍPIO

Para o regime republicano nenhum cidadão é maior do que seu município. Eventualmente ele pode receber e assumir funções de um cargo que legalmente ultrapasse os limites da célula municipal.  Assim  Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul nasceu da iniciativa daqueles que de fato gostavam de arte.  Era espaço institucional  autônomo de qualquer intervenção externa, mesmo oficial, e foi  louvado no Correio do Povo[1], no dia da fundação do ILBA-RS. 
A intervenção do Estado não é lógica senão quando estritamente, se limita a garantia, ao cultivo das ciências, liberdade e independência completa, emancipando-o de qualquer contraste oficial, não fazendo depender de dogma algum, de doutrina alguma, de interesse algum, em suma, libertando-o de todos os óbices desta espécie inteiramente estranho à ação da lei”.     

O protagonismo deste cidadão foi diminuído na medida em os ESTADOS NACIONAIS concentraram e acumularam o PODER POLÍTICO e se confundiu e camuflou com PODER o ECONÔMICO. Assim os gananciosos se colocaram no lugar do PODER ORIGINÁRIO e o usaram, ao seu modo, os seus CARGOS e conforme os interesses dos seus sócios. 
ESTUDOS de CASOS
1 – HISTÓRIA da FUNDAÇÂO ÁTILA TABORDA - BAGÉ
1.1  – RECONHECIMENTO
1.2  URCAMP - Bagé
2 – HISTÒRIA do ATELIER LIVRE da PREFEITURA de PORTO ALEGRE http://profciriosimon.blogspot.com/2012_02_01_archive.html


13 - Potencial  de NOVAS INSTITUIÇÕES:


[1] - Correio do Povo, 22.04.1908 (cópia do arquivo do IA-UFRGS).
Prédio e entorno urbano do museu Iberê CAMARGO (1914—2014) projetado pelo arquiteto Siza
Fig. 13 –  Um prédio e um espaço urbano exercem o mesmo papel de um projeto e um contato coletivo de uma sociedade.  A tradição dos prédios dos templos e dos palácios foi substituída por prédios de museus.

AGENTES INSTITUCIONAIS POSSIVEIS de MOBILIZAR

O aparente PODER ORIGINÁRIO é uma  ficção enquanto apenas for USUÁRIO dos equipamentos e dependente das manipulações do código genético e da revolução biológica. De outra parte qualquer nação poderá ser conduzida à inércia sem a REDE MUNDIAL e seu recurso aos SATÉLITES ESPACIAIS.
  A criatura humana terá pouca AUTONOMIA para PESQUISAR se for dependente da ATUALIZAÇÂO da sua INTELIGÊNCIA. Evidente que nas piores circunstâncias, e apesar delas, a PESQUISA sempre é possível se tomarmos por referência o triplo projeto de Mário de Andrade[1] resumiu, em 1942, conjugou e expressou para a UNE como:
 o direito permanente à pesquisa estética; a atualização da inteligência artística brasileira; e a estabilização de uma consciência nacional [..] A novidade fundamental, imposta pelo movimento, foi a conjugação dessas três normas num todo orgânico da consciência coletiva.
A distinção entre PESQUISA ESTÉTICA e a ATUALIZAÇÃO da INTELIGÊNCIA não quer dizer contradição. Ao contrário a ATUALIZAÇÂO da INTELIGÊNCIA pertence a um “TODO ORGÂNICO” que abre espaço e consolida a CONSCIÊNCIA COLETIVA. A junção da COMUNICAÇÂO e da EXPRESSÂO ESTÉTCA fornece um espelho, um feedback e a possibilidade de reconhecer melhor o ENTE no seu modo de SER.

ESTUDOS de CASOS
1 – Os CURSOS SUPERIORES de ARTES das MANTENEDORAS das UNIVERSIIDADES COMUNITÁRIAS do RIO GRANDE do SUL

2 – FORTUNA do ARTISTA SUL-RIO GRANDENSE

3 – MUSEU de ARTE CONTEMPORÂNEA do RS
http://profciriosimon.blogspot.com/2011/12/isto-e-arte-018.html

14 - Potencialidades legais:


[1] - ANDRADE, Mario O movimento modernista: Conferência lida no salão de Conferências da Biblioteca do Ministério das Relações Exteriores do Brasil no dia 3 de abril de 1942. Rio de Janeiro :Casa do Estudante do Brasil, 1942,  p.45.
                Esta conferência evocava os resultados culturais da Semana de Arte Moderna de 1922. Mario da Andrade havia sido umas das figuras centrais desta Semana. Ele se indispusera em 1938 com o Estado Novo. A conferência ocorria no auge desta ditadura que entrava em guerra com o Eixo.
                Mário coloca a nacionalidade como primeiro principio os concluía com busca da construção de uma consciência coletiva.
Francisco BELLANCA  (1895-1974)- estudo para figura de diploma
Fig. 14 –  A criação de DIPLOMAS, MEDALHAS e COMENDAS sempre foi uma das atividades dos artistas visuais.  A MISSÂO ARTÌSTICA FRANCESA trouxe profissionais destas atividades  de fabricação destas insígnias simbólicas a serem distribuídas a quem demonstrasse  mérito para tanto. Em Porto Alegre o primeiro estudante formado no CURSO SUPERIOR de INSTITO de BELAS ARTES Rio Grande do Sul criou numerosos destes diplomas além de ser o autor do desenho do escudo de Porto Alegre

Uma CULTURA é HISTÓRICA na MEDIDA dos seus PROJETOS

A autonomia, a liberdade e o direito à pesquisa permanente que são característicos do artista criador e que são privilégios de poucas sociedades, lugares e tempos.  Platão era categórico nos seus Diálogos, (1991, p.417) ao afirmar que:
veríamos desaparecer completamente todas as artes, sem esperança alguma de retorno, sufocada por esta lei que proíbe toda pesquisa. E a vida que já é bastante penosa, tornar-se-ia então totalmente insuportável” 
O grande problema é PENSAR ter CHEGADO até a ARTE quando estaremos longe dela. As instituições são instituições impessoais Esta busca da impessoalidade institucional estava em pauta quando os criadores do INSTITUTO de ARTES escreveram, em 01.05.1908. na folha  3 verso  do Livro de Atas nº 1 da Comissão Central do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul
“o que constitui a pessoa jurídica em associação do tipo da nossa, não é propriamente o conjunto dos sócios; é antes o seu patrimônio, o qual no caso ocorrente, será formado pelas doações e liberalidades das pessoas que verdadeiramente se interessem pelo desenvolvimento das artes entre nós”.
ESTUDOS de CASOS
1 – LEGISLAÇÃO da OSCIP e ás ARTES

2 -  ONGS e a ARTE VISUAIS do BRASIL

3 – HISTÓRIA do MUSEU OSCAR NIEMEYER  (MON) Curitiba

4 - MUSEU de ARTE do Rio de Janeiro (MAR)

15 - Potencialidades ADMINISTRATIVAS das ECONOMIAS  SIMBÓLICAS no RS:
Fig. 15 –  O FORUM SOCIAL MUNDIAL teve seu ponto de partida no Rio Grande do Sul. Contrapondo-se ao FORUM ECONÔMICO de DAVOS, as multidões a PORTO ALEGRE ganham projeção mundial.  Estes eventos demonstram o seu potencial na medida  em que tocam desde  as necessidades básicas humanas até os pontos mais altos como do pertencimento às redes mundiais de ÉPOCA PÓS_INDUSTRIAL
A ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL e os BENS SIMBÓLICOS .
Novas forças emergem da ARTE, com lógica distinta e nunca foram tão valorizadas como nesta ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL. No contraponto  a esperança no ESTADO NACIONAL declina na medida em que submergem os pressupostos que sustentaram a lógica da ERA INDUSTRIA.
A OBRA de ARTE emerge com a sua ECONOMIA SIMBÒLICA e a sua PERMANÊNCIA no TEMPO.  Giulio Carlo Argan escreveu (2005,p, 252)[1]  que “a obra de arte é o objeto único, que tem  o máximo de qualidade no mínimo da quantidade. Certamente uma ECONOMIA depende da CONFIANÇA dos investidores. O crédito na autêntica OBRA de ARTE só aumenta com a PASSAGEM do TEMPO.
A PERMANÊNCIA e a ECONOMIA de QUANTIDADE destas novas forças emergem da lógica distinta da ARTE. Esta OBRA de ARTE não só produz documentos do seu TEMPO, LUGAR e SOCIEDADE, mas acrescenta algo de SOBRE HUMANO. Nesta lógica de Nietzsche  pode afirmar (2000, p.134)[2] que:
a arte não pode ter sua missão na cultura e formação, mas seu fim deve ser alguém mais elevado que sobre passe a humanidade. Com isso deve satisfazer-se o artista. É o único inútil, no sentido mais temerário

ESTUDOS de CASOS
1 -  ARTE no RIO GRANDE do SUL entre 1985 e 2015
2 – SOCIEDADE PÓS- INDUSTRIAL

3   – BITCOINS
16 - Controle de qualidade JURÍDICA  das ARTES NOBRES:


[1] ARGAN, Giulio Carlo (1909-1992) História d a Arte como História da Cidade. São Paulo: Martins Fontes, 2005, 288 p.

[2]           NIETZSCHE, Frederico Guillermo (1844-1900)  Sobre el porvenir de nuestras escuelas. Barcelona: Tusquets, 2000. 179.      


Silvestre PECIAR BASIACO (1935-2017)  -Monumento à Imigração no trevo para Silveira Martins
Fig. 16 –  O fenômeno do esvaziamento da vida humano nos interior é um fenômeno mundial por efeito da acumulo de gente, capitais, maquinas e insumos nos centros urbanos..  Porem estes ocos humanos do interior  estão recuperando seu sentido com as novas tecnologias e a rede mundial de informática 

EFEITO das ARTES NOBRES em CASCATA em relação ao mundo EMPÍRICO

Todo administrador  sabe da força do MODELO, do poder de um SISTEMA e das VIRTUDES dos PARADIGMAS expostos com clareza e convicção. As ARTES NOBRES sempre tiveram este papel e da força indutora sobre os menos conscientes e claros. Joaquin Le Breton escrevia, no dia 16 de junho de 1816, ao Conde da Barca[1]. Nesta carta ele recomendava a Dom João VI instaurar no BRASIL o ensino numa ESCOLA das ARTES NOBRES como culminância e associada à outra ESCOLA do ARTESANATO e TÉCNICAS INDUSTRIAIS[2]. Estas recomendações partiam das observações de Humboldt no México:
desde 1803, Humboldt encontrou a ourivesaria não só na capital, mas até nas pequenas cidades do México, em estado de perfeição e de atividade surpreendentes; grande número de operários brancos, mestiços e índios enchiam os ateliers, em que se fabricavam serviços de baixela de prata “no valor de 150 a 200 mil francos e que pela elegância e acabamento podem rivalizar com tudo que se faz de mais belo nesse gênero nas partes mais civilizadas da Europa”. É a influência da academia de belas artes, que se atribuem, com justiça, todos esses graus de perfeição. Creio, Senhor Conde, que marchamos para o mesmo objetivo, por três movimentos no lugar de um só. E esperando que o gosto da magnificência chegue até aqui, os ofícios se ocuparão das modestas necessidades do estado social.
Lebreton - como SECRETÁRIO PERPÉTUA do "INSTITUT de FRANCE" e recém chegado de Paris - não só estava lidando só com uma corte parada no TEMPO, que nunca dera importância para ARTE[3].  Mas estava lidando com uma SOCIEDADE ANALFABETA e carregada dos grilhões da ESCRAVIDÂO.
Miguel Ângelo havia diagnosticado a situação da ARTE em PORTUGAL três séculos antes da Missão Artística Francesa. Francisco de Holanda registrou este diagnóstico nas   páginas dos ”Diálogos de Roma” (1955, p.03)[4] de uma cousa é infamada Espanha e Portugal, e esta é que em Espanha, nem Portugal, não conhecem a pintura, nem fazem boa pintura, nem tem seu honor a pintura”. Na  primeira metade do século XV o artista ALVARO PIRES de ÉVORA abandonou Portugal fixando-se na Itália de onde nunca mais voltou para a sua TERRA: + https://pt.wikipedia.org/wiki/Álvaro_Pires_de_Évora   + 

O indivíduo isolado não significava nada diante deste sistema que julgava e enquadrava a ARTE com os seus projetos mesquinhos, parados no TEMPO e sem a menor criatividade própria.
ESTUDOS de CASOS
1 – O ARTISTA DEVE IR para a UNIVERSIDADE

2    – ARQUIVO PÚBLICO do RIO GRANDE do SUL

3 - ARTE e LIBERDADE na ERA PÓS-INDUSTRIAL

4 – LEGISLAÇÂO de SUBSÌDIOS e SUBVENÇÕES para as ARTES

5 - LIC – RS e os seus critérios legais

17 - Avaliação dos resultados, das metodologias  e dos documentos:


[2]  - Esta escola só iniciou as suas atividades no Rio de janeiro  em 1855 sob a denominação de Liceu de Arte e Ofícios https://pt.wikipedia.org/wiki/Liceu_de_Artes_e_Ofícios_do_Rio_de_Janeiro

[4] HOLANDA, Francisco de (1517-1584) Diálogos de Roma: da pintura antiga. Prefácio de Manuel Mendes. Lisboa : Livraria Sá da Costa, 1955, 158 p.

Oscar BOEIRA (1883-1943) Figueiras - óleo 18.3x24cm - PIETA in Veeck 1998 p.127
Fig. 17 –  Oscar BOEIRA é considerado um dos pintores e maior coerência RIO GRANDE do SUL.  Coerência entre o uso da tinta, o pincel e a tela para expressar percepções que o meio ambiente do Rio Grande do Sul lhe propiciava. O também pintor Ado Malagoli comparava o clima, o ar e a difração da luz com um dos melhores meios ambientes do planeta para perceber e captar  matizes, contrastes e os infinitos tons das sombras  .
 Pautas e referências às  LEIS, aos CONTRATOS e aos PROJETOS.

Somente é possível AVALIAR na MEDIDA em que HOUVER CONTRATOS, PROJETOS e LEIS conhecidas e respeitadas por todos.  A falta destes reina o arbítrio, a improvisação e gastos suntuários. Na falta se CONTRATOS, de PROJETOS e de LEIS os EVENTOS PASSAGEIROS não deixam memória e nem somam uma consciência coletiva para TODO ESTADO do Rio Grande do Sul. Carlo ARGAN ao escrever em relação à ARQUITETURA[1] tocou nesta incompletude da OBRA de ARTE que:
, a aparente incompletude da obra de arte, seu não poder ser senão como ser-no-mundo, seu colocar-se como Dasein e não como Sein, se manifestam na arquitetura moderna no predomínio, aliás, na substituição das perspectivas pela planta como momento essencial não só da funcionalidade, mas do valor estético do edifício”.

Uma AVALIAÇÃO ISENTA, IMPESSOAL e OBJETIVA perde  qualquer possibilidade - e sentido -  onde domina a “POSSE dos CARGOS” transformados CABIDES de EMPREGOS BEM REMUNERADOS.  Os ARTISTAS estão à mercê dos ATRAVESSADORES, MEDIADORES e INTERESSEIROS na ausência de CONTRATOS, de PROJETOS e de VALORES CONHECIDOS e RESPEITADOS No seu lugar emergem os “PRÊMIOS em CIMA DE...”, os EVENTOS OCOS, o MARKETING e PROPAGANDA manejados e favoráveis aos ATRAVESSADORES, aos MEDIADORES e aos INTERESSEIROS.

ESTUDOS de CASOS
1 – ATENÇÂO FEDERAL sobre o PATRIMÔNIO CONSOLIDADO IPHAN : http://portal.iphan.gov.br


3– PROCEDIMENTOS das PREFEITURAS em relação aos seus patrimônios estéticos PINACOTECAS ALDO LOCATELLI e RUBEN BERTA

4 - O PREMIO em CIMA de...

A recompensa de todo este esforço, atenção e persistência na PESQUISA é novamente um pensamento original e do qual se conhecem as fontes.  A ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL está oferecendo várias alternativas para superar esta mera ATUALIZAÇÂO APRESSADA e FÙTIL da INTELIGÊNCIA em FONTES ALHEIAS.
A ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL está propiciando várias alternativas para superar o PENSAMENTO LINEAR e UNÍVOCO ao SISTEMA TEYLORISTA da ERA INDUSTRIAL. Certamente estas alternativas são bem mais trabalhosas, cheias de IMPREVISTOS e sob a AMEAÇA PERMANENTE do CAOS. A FÍSICA trata como um PONTO de EQUILÌBRIO HOMEOSTÁTICO e que necessita ATENÇÃO e COREÇÕES PERMANENTES ao CONJUNTO dos seus MÚLTIPLOS COMPONENTES.
Os PROGRAMAS de PÓS-GRADUAÇÂO ACADÊMICA se comportam e reagem neste EQUILÍBRIO HOMESTÁTICO para validar DESEMPENHOS e RESULTADOS. Este PROGRAMAS superaram os CONTRATOS IMPESSOAIS, FIXOS,  ETERNOS e IMUTÁVEIS.
Na CONCLUSÂO é necessário registrar a enorme distância entre as INSTITUIÇÕES de ARTE do RIO GRANDE do SUL das autênticas e continuadas EXPRESSÕES das ARTE. Instituições que se burocratizam rapidamente e seguem a lógica formal e legal sem possibilidade de se reconectar com os ideais e necessidades de sua origem e nem possuem a competência de interagir com o presente. Instituições que seguem a sina de que a “FORMA MATA a ARTE”. Nestas circunstâncias estão muito distantes de se constituir e reproduzir PROJETOS autênticos, COMPENSADORES da VIOLÊNCIA  e que a civilização artificial e, contratual e humana necessita exercer como DELEGAÇÂO PERMANENTE dos seus cidadãos.

Fig. 18 –  SUMULA do PROJETO do GRUPO de PESQUISA da AAMARGS para o ano de 2018.  Propõe o estudo teórico da INSTITUCUIONALIZAÇÂO da ARTE complementado com pesquisa empírica dos ESTUDOS de CASO e as circunstâncias da INSTITUCIONALIZAÇÔES das ARTES no RIO GRANDE do SUL  [clique sobre o gráfico para poder ler].

FONTES BIBLIOGRAFICAS CITADAS
ANDRADE, Mario (1893-1945) O movimento modernista: Conferência lida no salão de Conferências da Biblioteca do Ministério das Relações Exteriores do Brasil no dia 3 de abril de 1942. Rio de Janeiro :Casa do Estudante do Brasil, 1942,  p.45.

ARANHA, Oswaldo (1894-1960) - Breviário Cívico Conceitos referentes ou applicáveis ao actual momento político Porto Alegre: Revista do Globo, nº 18, 12 de out de 1929  fl 01 

ARISTÓTELES (384-322). Ética a Nicômano. São Paulo: Abril Cultural - 1973. 329p.

ARGAN, Giulio Carlo (1909-1992) História d a Arte como História da Cidade. São Paulo: Martins Fontes, 2005, 288 p.

BARATA, Mario (1921-2007) - Manuscrito inédito de le Breton sobre o estabelecimento de dupla Escola de Arte no Rio de Janeiro, 1816 Rio de Janeiro: REVISTA do PATRIMÔNIO ARTISTICO NACIONAL - nº 14 -  1959 pp 283-307  http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/RevPat14_m.pdf

BLOCH, Marc (1886-1944)  . Introdução à História.[3ª ed] Conclusão de Lucian FEBVRE - .Lisboa :Europa- América  1976  179 p.

DAMASCENO, Athos (1902-1975)[1]. Artes plásticas no Rio Grande do Sul (1755-1900)  Porto  Alegre :  Globo, 1971. 540p

HEGEL Jorge Guilherme Frederico (1770-1831). De lo Bello y sus formas (Estética) Inroduccion  -II – Método a seguir en la inadagación filosófica de  lo bello y dela Arte – Buenos Aires  : Esoasa Calpe Argentina (Coelçaõ Austra – Volume extra) 1946, p. 33.

HOLANDA, Francisco de (1517-1584) Diálogos de Roma: da pintura antiga. Prefácio de Manuel Mendes. Lisboa : Livraria Sá da Costa, 1955, 158 p.
NIETZSCHE, Frederico Guillermo (1844-1900)  Sobre el porvenir de nuestras escuelas. Barcelona: Tusquets, 2000. 179

PIETA., Marilene. « Oscar Boeira- Um pintor com luz própria» in VEECK, Marisa Caixa  Resgatando a Memória. Porto  Alegre : Caixa Econômica Federal, 1998c pp.119/139
PLATÃO ( 427-347) – A REPÚBLICA – Tradução di J. Guinsburg  2º volume . São Paulo : Difusão Europeia do Livro, 1985, 281 p.

FONTES NUMÉRICAS DIGITAIS  CITADAS
A ARTE DESPRESTIGAIDA em PORTUGAL

CARTA de LE BRETON ao CONDE da BARCA

2 – O RIO GRANDE do SUL como REALIDADE LATINO-AMERICANA

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